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As jornalistas dominam o Prémio Africano em EducaçãoBamako, 21 de junho de 2007: A ADEA lança em Bamako a edição 2008 do Prêmio africano do jornalismo de educação Akintola Fatoyinbo Acra, 30 de Junho 2005: este ano, as jornalistas da Angola, do Benim e da Nigéria foram as laureadas do Prémio Africano do Jornalismo em Educação Akintola Fatoyinbo, como foi anunciado hoje aqui.. Segundo o Júri que se reuniu na capital ganaense durante três dias, Rosalina Mateta, do Jornal da Angola, foi a vencedora do primeiro prémio na categoria “língua portuguesa” com o seu artigo intitulado “A Outra Lição das Escolas”, sobre a violência entre bandos nas escolas. Para os artigos em língua inglêsa, Bukola Olatunji do Thisday, um jornal nigeriano, ganhou o primeiro prémio com “A slap on the dignity of man”, um artigo sobre as condições difíceis em que vivem os estudantes nas universidades nigerianas. O artigo françês vencedor, submetido por Rose Ablavi Akakpo do “Le Point au quotidien” de Cotonou, República do Benim, era intitulado “La Fonction Enseignante la vocation se Meurt”, (“O Ensino: uma vocação a desaparecer”). Ambos Olatunji e Akakpo já tinham ganho o primeiro prémio há três anos, cada um na sua categoria linguística, na edição de estreia da competição em 2002. O prémio na língua portuguesa foi oferecido este ano pela primeira vez. Os vencedores do segundo prémio também foram anunciados como se segue : O vencedor do segundo prémio em língua portuguesa é José Mário Correia com o seu artigo intitulado “A Vez da Educação”, do jornal semanal Horizonte da Praia no Cabo Verde. O vencedor do segundo prémio (Inglês) é Joe Ombuor com o seu artigo “Where ‘Booked’ girls find new suitors in Education” (“Onde raparigas “reservadas” encontram novos pretendentes na Educação”) do Sunday Nation de Nairobi, Quénia. E o vencedor do segundo prémio (Francês) é Moussa Sadio com o seu artigo, “Formation ‘coin de rue’ le petits pas d’une école alternative.” (Escola das ruas: os primeiros passos duma escola alternativa), do Le Soleil de Dakar do Senegal. Apesar de o Júri ter elogiado o imenso progresso na qualidade dos artigos laureados, ele também notou que a grande maioria dos artigos submetidos ainda era de fraca ou até de má qualidade. O Júri também reparou que os melhores artigos pareciam ter sido escritos por jornalistas associados com periódicos que estabeleceram uma secção “educação”, ou que por qualquer outra maneira se concentraram sobre a educação. Isto indicou, para os jornalistas africanos, a necessidade dum treino profissional contínuo a fim de melhorar suas competências e de encorajar uma especialização na educação tão bem como incitar os proprietários e directores dos médias a investir nas reportagens sobre a educação. O Prémio foi instituído em 2001 pela ADEA (Associação para o Desenvolvimento da Educação em África) para abrir uma discussão pública e um debate sobre os problemas da educação com a ajuda dos médias.Também quer encorajar os médias e jornalistas africanos a especializar-se no jornalismo da educação. O Prémio, agora na sua quarta edição, foi organizado pela ADEA no contexto dum pograma de treino iniciado pelo seu Grupo de Trabalho COMED (Comunicação para a Educação e Desenvolvimento). O Professor Alfred Opubor, Coordenador da COMED, disse que o relatório do Júri e uma avaliação detalhada dos artigos submetidos fornecerá informações úteis para melhorar os materiais e programas de treino. O vice-ministro da Educação ganaense Sr. Twumasi Amporfo, que presidiu a cerimónia de encerramento, deu os parabéns aos laureados e espera que eles irão aproveitar para consolidar o seu desenvolvimento professional e especialização nas reportagens sobre a educação. Sr. Twumasi Amporfo também disse que o seu Ministério está consciente das contribuições que os médias bem prevenidos podem fazer ao desenvolvimento da educação e aos planos de melhoramento, e desafiou os jornalistas ganaenses e de outros países africanos a levar a sério a educação no seus trabalhos. Os vencedores do primeiro prémio recebem cada um uma soma de 2000 euros, enquanto os vencedores do segundo prémio recebem 1000 euros. Além desse recompensa, os laureados e os seus chefes de redacção serão conviados para ume viagem de estudos, a qual englobará seminários sobre problemas actuais da educação e sobre o desenvolvimento da direcção dos médias e jornalismo. Sobre a COMED O Grupo de Trabalho sobre a Comunicação para a Educação (COMED) foi criado para desenvolver as capacidades de comunicação entre os ministérios da educação e para apoiar reportagens sobre a educação. A premissa maior que constitui a base dos programas da COMED é a troca de informações e a comunicação entre associados, pois isto é muito importante para obter sistemas de educação bem dirigidos e eficientes que poderão então favorecer uma educação de qualidade para todos. Até aqui, mais de 500 jornalistas e directores de comunicação de 30 países participaram nos programas da COMED. Sobre a ADEA A Associação para o Desenvolvimento da Educação
em África (ADEA) foi instituída em1988 A ADEA crê que o desenvolvimento da educação depende dos governos nacionais. Por isso, a ADEA está preocupada com a criação de um processo que irá dar plenos poderes aos ministérios africanos da educação e tornará as organizações de dotação de fundos mais sensíveis ás prioridades e preoccupações dos países. As actividades da ADEA têm em vista reforçar o diálogo entre governos e organizações mas também entre os governos e entre as organizações respectivamente. As actividades também tém em vista desenvolver as capacidades institucionais dentro da África graças ao desenvolvimento das capacidades técnicas e a comparticipação de experiências, inovações e estratégias bem sucedidas. A sede principal da ADEA encontra-se em Paris, França. | |